Dia 7

7 de outubro

“Amor é fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente”.

Conhecemos este soneto de Camões.

“A coragem é uma vela que insiste em ficar acesa no vento”. (Copilot)

Já definimos metáfora como ligação entre um conceito abstrato e uma realidade prática.

A designação de ponte (cognitiva) encontra sentido nessa ligação. Ao criar essa ponte, a metáfora acrescenta dados novos a outros já existentes – há quem fale em informações novas que são associadas a redes já existentes.

O jargão técnico exige muitas vezes um esforço mental grande. Pela via da intuição, a metáfora torna- se de mais fácil compreensão. Poderemos, por isso, falar de redução do esforço mental.

Ao ligar, como foi dito, um conceito abstrato a uma realidade prática a metáfora torna visível algo que não era.

A memória gosta de imagens e retem-nas melhor.

Mas a metáfora é um portal para a compreensão. Tem limites – devemos ter essa noção. Esticada, a metáfora pode tornar a informação mais confusa.

Tentemos elaborar uma metáfora:

Escolhemos um elemento concreto – flor, por exemplo.

Identificamos a qualidade que liga o elemento concreto ao conceito abstrato – neste caso,beleza.

Transferimos o sentido.

A beleza é uma flor na manhã.

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Deixo uma proposta:

elaborar uma metáfora para “consciência”.

Em português há só uma palavra para consciência esteja o significado ligado a moralidade ou a percepção.

Refiro-me a consciência ” percepção”.