Dia 6

Data: 30 de setembro

Durante três dias passeei pelas terras fronteiriças de Elvas, Olivença e Campo maior.

Não tinha verdadeira consciência da importância maior que Elvas teve na defesa do território. Entendi a razão das obras monumentais que são os fortes da Graça e de Santa Luzia.

Mas é do aqueduto que vou deixar memória. A construção teve início em 1537 – reinado de D. João III. A construção foi demorada por razões várias – sobretudo de natureza económica. Foi dado como concluído em 1620.

Em 1910 foi considerado monumento nacional. Em 2012 a Unesco considerou o sítio “Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e as suas fortificações” Património Mundial. O aqueduto faz parte do sítio.

O aqueduto está a ser requalificado.

A ligação de sentido entre corrente da consciência e corrente de um rio é antiga. Heráclito (século VI a.c.) é referido como sendo o primeiro a estabelecer essa ligação.

Qual é o núcleo de significação da metáfora?

Tudo flui.

Embora este autor não utilize “consciência” com o sentido de hoje ela é vista como algo que não é estático.

No século XVII, Jonh Locke comparou a consciência a um rio que ora corre rápido, ora se espraia. Para Locke, o fluxo da consciência é continuo mas não controlável.

Esta metáfora serve na perfeição para Locke sublinhar a continuidade (da consciência), a variação que pode ser intensa ou difusa e a dependência da experiência (o rio corre de acordo com o terreno).

No século XIX, William James fala de continuidade, mudança interna, atenção que se estreita ou se alarga.

Há outras metáforas referentes à consciência.

Entenderemos melhor a razão disso quando falarmos de três aspetos:

– ponte cognitiva,

– redução da carga mental

– retenção e memória.

Vamos fazê-lo no próximo dia.