Consciência

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  Quando somos capazes de nos aperceber de algo – corpo, mundo, estados internos – falamos de consciência.

Quando e como a consciência aparece?

As respostas a estas perguntas variam de acordo com a perspetiva em que os pensadores se colocam.

Os que encaram a questão numa perspetiva biológica falam de seres que reagem a estímulos – a consciência pouco mais será que um processamento de informação – não há representação interna.

A perspectiva cognitiva põe o acento na distinção entre “eu” e “não eu”.

Para haver distinção entre “eu” e “não eu” terá de haver:

– diferenciação do próprio corpo relativamente ao ambiente (coisas e pessoas),

– uma perspetiva interna mesmo que rudimentar,

– possibilidade de prever as consequências das próprias ações.

A filosofia fala de uma sensação mínima, de algo base, difícil de situar e definir – um proto-sentir.

 Nesta perspectiva, a consciência não aparece repentinamente, vai aparecendo.

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A reflexão é uma forma de consciência.

A proposta que deixo é a de refletirmos sobre a consciência – começo, desenvolvimento, forma…

O objetivo é fazer um exercício de reflexão – não pretendemos encontrar uma explicação certa; mas uma que seja possível.

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“- Se tivesse um filho quereria alertá-lo para o perigo da força e do poder. Talvez ele não me ouvisse – provavelmente não ouviria.

Mas a vida é um bem frágil – a força e o poder poderão destruí-la bem facilmente”.

( alguém refletindo sobre a guerra)