Informação

Informação

O excerto que, a seguir, transcrevo é, retirado do livro “A Física E As Grandes Questões Da Vida ” de Sabine Hossenfelder.

” Em resumo, exceto em resultado de medições quânticas e evaporação de buracos negros – que são ambos casos controversos – a informação não pode ser destruída . Para mim, este fato é uma fonte de inesgotável conforto quando perco as chaves do carro.

Mas agora a sério, falando da sua avó, quando ela morre , a informação sobre ela – a sua maneira única de estar na vida, a sua sabedoria, a sua bondade, o seu sentido de humor – torna-se, na prática, irrecuperável. Ela dispersa-se rapidamente, em formas com as quais já não podemos comunicar e que poderão impedir uma experiência de autoconsciência. No entanto, se confiarmos na nossa matemática, a informação ainda está lá, algures, de alguma forma espalhada pelo universo, mas preservada para sempre. Pode parecer loucura, mas é compatível com tudo o que sabemos atualmente”.

Assim sendo, os que morrerem queimados nas fogueiras da Inquisição morreram para pouco.

Os inquisidores acreditavam que o fogo destruía a informação daquelas pessoas ou eram assombrados por memórias terríveis e fora do contexto humano?

Esta parece ser uma pergunta fora de tempo, mas se olharmos à nossa volta e considerarmos as guerras e perseguições – no nosso tempo – poderemos formular perguntas idênticas.

E poderemos (deveremos) questionarmo-nos, ainda, sobre a nossa humanidade.

Num outro sentido – e este reconfortante – o sentido da morte terá de ser redefinido.