Eu sou

As crianças são, naturalmente, mais criativas.

A sua capacidade associativa espanta-nos. Leiamos o poema, a seguir, transcrito, elaborado por um menino.

(este texto foi retirado de “O poeta faz-se aos dez anos” de Maria Alberta Meneres)

Eu sou o mar gigante

uma nuvem cinzenta

a natureza a brincar

os pássaros a cantar

eu sou o sol brilhante

uma noite encantadora

uma planta disfarçada

o céu sem nuvens

eu sou uma bola de mil cores

uma planta sem destino

um verso sem rima

uma flor da primavera.