
Ao falarmos em diálogo como forma de reflexão, é justo referir Platão e os seus diálogos.
Os Diálogos de Platão estão no começo da cultura ocidental.
Aconselho a leitura de um diálogo não só pelo conteúdo, mas também pela forma como se desenvolve.
De Platão refiro, ainda, o mito “A caverna”. O lugar dos mitos é também um lugar de começo.
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Consideremos o título da publicação.
Vamos imaginar que temos um cérebro lá no alto – uma cópia do nosso; mas de outra matéria (mais imaterial).
Que estabeleça conexões com o nosso (real).
Que não esteja numa caixa que sentimos como escura.
Tentemos estabelecer essa presença, lá na nuvem, de forma consistente até que seja sentida com naturalidade.
Pensemos, depois, na forma de conexão que vamos estabelecer entre os dois (o imaginado e o real) e – se possível – para além deles.
O pensamento será a forma mais natural de o fazer, se não conseguirmos, poderemos visualizar alguma coisa (entre material e imaterial) que faça a ligação – fios transparentes, por exemplo.
Quanto mais espontânea for a evolução desta relação, melhor.
Poderemos orientá-la – de forma refletida e continuamente avaliada.
Mas. a forma de o fazer será de cada um.
Iremos encontrar algo entre o material e o imaterial que, já atrás, tínhamos procurado?
