Volto à imagem da última publicação e saliento os aspetos que considero significativos:
água transparente e límpida,
a água está contida (numa forma côncava),
o fundo visível , de pedras redondas (solidez) não esconde perigos – lamas que poderão engolir ou animais que poderão fazer mal (particularmente cobras).
A imagem poderá ser completada com dados pessoais ( terra verde, céu, aves…)
Proposta:
Encontrar uma palavra que pela sua significação se ligue, naturalmente, à imagem.
Essa palavra sublinhará o aspeto mais significativo para cada um – calma, beleza, contenção, solidez…
O objetivo é criar uma ligação consistente imagem-palavra de forma que dita a palavra, surja a imagem – ou o contrário.
Esta ligação pode ser usada para evocar a significação que cada um lhe conferiu ou ser um sinal de alerta para uma situação critica.
Ao encontrarmos uma significação para uma imagem, movemo-nos no plano do abstrato.
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É muito importante interiorizar (com estabilidade) uma imagem de água tranquila e contida.
Em termos evolutivos, há memórias de caos relativamente a águas revoltas e destruidoras. Há memórias referentes a tsunamis gigantes e aniquiladores.
Voltamos ao começo, o que quer que isso seja. Voltamos ao caos do começo que tem de ser organizado através da evolução.
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Recordo Joseph Jebelli em ” A Evolução da Mente” :
“Os neurónios estabelecem ligações duradouras em resposta a visões e sons – incluindo palavras -, e esta conetividade neuronal constitui a base da matéria cinzenta do cérebro onde é processada toda a informação acerca do mundo”.
(este excerto é parte de um maior publicado em “Linguagem”)