Proponho começar o ano com uma imagem de água transparente e em repouso. Poderá ser a de um lago pequeno e tranquilo.
É importante visualizar o fundo de pedras redondas e lisas (sem forças ocultas, sem risco).
Quem não conseguir uma imagem tranquila, deverá encontrar outra.
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Volto à publicação re-integrar:
“Permanece uma ligação à matéria primeira que é necessário fazer evoluir.
Essa ligação que traz um sentimento fora do tempo (do nosso tempo), como a enviaremos para o tempo próprio?”
Uma memoria remota que permanece, altera a nossa forma de sentir.
Essa forma de sentir pode definir-se pelo sentimento de que tudo, à nossa volta, é pesado (a matéria é pesada).
Viver no peso da matéria pode ser extenuante.
Procurar leveza relativamente ao que fazemos, aos ambientes que frequentamos, às pessoas com quem nos relacionamos, deve ser uma preocupação.
Essa forma de sentir pode, ainda, definir-se pela procura de isolamento (que deverá ser contrariado).
E, define-se, sobretudo, por um medo exagerado.
Esse medo impede a realização de tarefas, às vezes quotidianas, às quais atribuímos risco – risco exagerado.
Essas situações criam ansiedade (ansiedade extrema).
Afirmar a nossa identidade (eu sou…), evitar o isolamento e viver com prudência as situações que parecem ultrapassar-nos, serão medidas de valor neste contexto.
Nomear dá existência – vamos nomear aquilo que nos define.
Assumi-lo como nosso, como algo que nos diferencia – neste caso, em relação à matéria (primeira).
Tentar situar a memória no tempo (mesmo que não saibamos diferenciá-la) e no espaço, será de considerável valia.
“Foi há muito, muito tempo, numa região ignota…”
Estaremos a remeter para o passado aquilo que nos atormenta no presente.
Sem darmos conta, estaremos a iniciar uma narrativa.
Desejo a todos um ano de construção e de paz.
(na próxima semana não haverá publicação)