Pertença

Na publicação Re-integrar https://pimentelmf4.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=2455&action=edit

Falei da necessidade de fazer evoluir a nossa ligação à matéria (primeira), no sentido da diferenciação e da afirmação de uma identidade nossa.

Permanecendo ligados; mas de outra forma.

Hoje, falo do sentimento de pertença.

O sentimento de pertença pode reforçar de forma significativa a nossa identidade.

Todos fazemos parte de uma família, de um grupo, de uma comunidade, de um país, de uma cultura…

Se temos um sentimento de pertença forte relativamente a qualquer um destes agrupamentos, saberemos (internamente) que fazemos parte dele, que somos aceites pelos outros, que aí nos sentimos seguros, que teremos uma voz…

Na segurança desse grupo poderemos crescer.

Eu proponho que analisemos os grupos a que pertencemos ou julgamos pertencer e os avaliemos de acordo com os seguintes critérios:

identificação,

ligação afetiva-social,

reconhecimento.

Poderemos escolher uma escala numérica (de 1 a 5) ou qualitativa (mau, insuficiente, bom).

Feita a avaliação haverá que confirmar ou infirmar a nossa pertença.

Haverá que tomar decisões.

É um lugar comum dizer que somos seres sociais, mas, hoje em dia, há quem afirme que foi o social que orientou a nossa evolução. Evolução que nos separou das outras espécies e nos colocou no caminho do humano.

Estas afirmações são sempre redutoras, mas o social terá sido, sem dúvida, um fator de diferenciação.

A nós, hoje, interessa valorizar o social como forma de criarmos distanciamento da matéria primeira.

Desenvolver relações seguras e sermos menos vulneráveis.